quarta-feira, 13 de maio de 2009

Atividade1.1,LuziaHelena

Todo o mundo entra em nós por meio dos sentidos e a capacidade de reter na memória o que os sentidos captam é o primeiro e mais seguro dos passos para a aprendizagem.
O uso das tecnologias no mundo contemporâneo e a relação dos desafios apresentados na sociedade, sobretudo na escola, são enormes. No universo ininterrupto de descobertas constantes e num mundo capitalista, tudo se torna obsoleto convenientemente rápido. E os desafios se intensificam quando o novo assusta e o que é dito obsoleto provoca manifestação de rejeição. O novo intimida, e o conceito de obsoleto inibe - ninguém quer ser considerado “ultrapassado”!
Hoje vivemos a Era da Informação e da Tecnologia. Mas já houve época em que a capacidade de reter na memória o que a voz humana pronunciava fosse a mais alta tecnologia de aquisição do conhecimento e, conseqüentemente, de preservação da cultura. Por meio da palavra falada (oralidade), civilizações que desconheciam a escrita mantiveram viva sua História!
Não é preciso ter medo da evolução; o que descubro hoje, por mais acelerado que seja o progresso, aprendizagem nenhuma é descartável. Um saber é sempre uma porta que se abre para novos saberes. Afinal, a aprendizagem acontece ao longo da vida: “enquanto há vida, há aprendizagem”. Informação é diferente de aprendizagem. A aprendizagem só acontece quando a informação é processada e aplicada em nosso viver. Ao captar as informações é necessário estabelecer relações, selecionar aquilo que será útil e saudável em nossas vidas para, a partir daí, aplicá-lo, com saber e sabor, em nossas vivências e convivências. Não podemos esquecer que somo seres de relações: o ser humano não vive sozinho, e a aprendizagem é a capacidade que temos de captar o mundo, processar a percepção que dele temos, selecionar e armazenar, em nossa memória, as informações nela contidas, para daí expressar/experimentar o mundo a nosso modo, usando a linguagem e os recursos de nossa época. Quando, nesse processo, mudamos nosso comportamento para uma forma melhor de viver, contribuindo para uma melhor qualidade de Vida, podemos atestar o tripé: Informação / Conhecimento / Educação.
Quem sou como professor e aprendiz? Um privilegiado que, enquanto “brinca de ensinar”, aprende! Como afirma Paulo Freire, “ninguém ensina nada a ninguém, ninguém aprende nada sozinho; as pessoas aprendem em comunhão”. Portanto, como profissional da Educação, tenho a regalia de poder “beber das águas dos saberes de meus alunos” fazendo-me, enquanto Educadora, Eterna Aprendiz!

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